7 golpes que podem chegar ao seu WhatsApp e como não cair neles
Do “Oi, mãe, troquei de número” à voz clonada por inteligência artificial: criminosos estão tornando as fraudes cada vez mais convincentes. Veja os sinais de alerta antes de clicar, pagar ou responder.
Por Renan Cassiano, Redator e produtor de conteúdo digital.
Compartilhar
Uma mensagem chega no WhatsApp. Pode ser um filho dizendo que trocou de número, um banco alertando sobre uma compra suspeita, uma transportadora cobrando uma pequena taxa ou até um áudio com a voz de alguém conhecido pedindo dinheiro.
À primeira vista, tudo parece normal.
É justamente aí que mora o perigo.
Golpes aplicados por aplicativos de mensagens exploram principalmente urgência, confiança e medo. Em alguns casos, criminosos também utilizam informações pessoais verdadeiras para tornar a abordagem mais convincente. Em alerta publicado em 2026, o Governo Federal informou que campanhas fraudulentas no WhatsApp chegaram a utilizar nome, CPF, endereço, data de nascimento e até nomes de familiares das vítimas.
E a inteligência artificial acrescentou uma nova peça a esse quebra-cabeça: áudios, imagens e vídeos podem ser manipulados para imitar pessoas reais. O próprio Banco Central recomenda confirmar pedidos de dinheiro por outro meio antes de realizar uma transferência.
A seguir, conheça sete golpes que merecem atenção no WhatsApp.
1. “Oi, mãe. Esse é meu número novo”
É um dos golpes mais conhecidos e continua perigoso justamente pela simplicidade.
O criminoso utiliza outro número, coloca a fotografia de um filho, filha ou familiar e inicia uma conversa aparentemente inocente:
“Oi, mãe. Troquei de número. Salva esse aqui.”
Depois de conquistar a confiança da vítima, surge algum problema urgente: aplicativo bancário bloqueado, conta vencendo, celular novo ainda não configurado ou necessidade de fazer um Pix.
O pedido normalmente vem acompanhado de pressão para que o pagamento seja feito rapidamente.
Como evitar
Não confirme informações pessoais ao desconhecido. Se alguém disser que mudou de número, ligue para o número antigo ou procure a pessoa por outro canal.
E, principalmente, não faça transferências apenas porque a fotografia e o nome parecem corretos. O Banco Central recomenda telefonar ou encontrar pessoalmente o conhecido antes de transferir dinheiro solicitado por aplicativos de mensagens.
Golpistas podem se passar por familiares e utilizar situações de urgência para pedir transferências pelo WhatsApp.
2. A voz é conhecida, mas pode não ser a pessoa: o golpe com IA
Esse é um dos cenários que torna a confirmação de identidade ainda mais importante.
Ferramentas de inteligência artificial permitem gerar ou manipular áudio e vídeo de maneira cada vez mais convincente. Assim, receber um áudio com uma voz familiar já não deve ser considerado, sozinho, prova absoluta de identidade.
O Banco Central alerta especificamente para essa possibilidade ao recomendar cuidado com pedidos de transferência feitos por conhecidos, destacando a existência de áudios e vídeos produzidos com IA que simulam voz e imagem de pessoas.
Imagine receber:
“Pai, aconteceu um problema aqui. Preciso que você faça um Pix agora. Depois eu te explico.”
A voz pode soar familiar. A situação pode parecer urgente. E essa combinação reduz o tempo que a vítima dedica a verificar a história.
Como evitar
Se o pedido envolver dinheiro, encerre a conversa e faça você mesmo uma ligação para um número que já conhecia anteriormente.
Outra estratégia útil entre familiares é combinar uma pergunta ou palavra de confirmação que não esteja publicada nas redes sociais.
E não confie exclusivamente em um áudio recebido pelo WhatsApp.
3. “Detectamos uma compra suspeita”: o falso banco
A mensagem parece profissional:
“Detectamos uma compra de R$ 2.499,90. Caso não reconheça, clique abaixo para cancelar.”
A vítima entra em pânico e clica.
A partir daí, pode ser direcionada para uma página falsa ou induzida a fornecer informações bancárias, instalar programas ou realizar operações acreditando que está protegendo a própria conta.
O Banco Central alerta que falsas centrais podem enviar links e documentos por WhatsApp alegando compras suspeitas ou oferecendo supostas orientações de segurança. A recomendação é interromper o procedimento e procurar o banco pelos canais oficiais.
Como evitar
Recebeu um alerta do banco?
Não use o link enviado na mensagem.
Abra diretamente o aplicativo oficial instalado no celular ou procure o telefone oficial da instituição.
Se realmente existir uma compra suspeita, ela poderá ser verificada pelos canais legítimos do banco.
4. Sua encomenda está “presa” e só falta pagar uma pequena taxa
Você comprou alguma coisa recentemente e recebe:
“Sua encomenda está retida. Pague R$ 7,49 para liberar a entrega.”
Como milhões de pessoas fazem compras pela internet, existe uma boa possibilidade de a mensagem coincidir com uma compra verdadeira.
E algumas campanhas vão além: apresentam nome, endereço ou supostos dados da encomenda para aumentar a sensação de legitimidade.
O link leva a uma página que imita uma transportadora, loja ou serviço oficial. A cobrança pequena funciona como isca para levar a vítima ao pagamento ou à entrega de informações pessoais.
Mensagens falsas sobre encomendas podem utilizar informações aparentemente legítimas e direcionar a vítima para páginas fraudulentas.
Mensagens falsas sobre encomendas podem utilizar informações aparentemente legítimas e direcionar a vítima para páginas fraudulentas.
Como evitar
Não acompanhe encomendas pelo link recebido de um número desconhecido.
Abra diretamente o aplicativo ou site oficial da loja, Correios ou transportadora e informe o código de rastreamento manualmente.
5. O link que parece normal, mas leva para uma página falsa
Você recebe algo como:
“Veja as fotos que publicaram de você.”
ou:
“Seu benefício foi liberado. Consulte aqui.”
ou ainda:
“Você tem valores disponíveis para receber.”
A curiosidade faz o resto.
Esse tipo de fraude é conhecido como phishing. O objetivo é levar a vítima para uma página falsa preparada para capturar senhas, dados bancários ou outras informações.
Em 2026, autoridades brasileiras alertaram sobre mensagens fraudulentas no WhatsApp que se passavam por órgãos governamentais e direcionavam usuários para páginas de phishing.
Como identificar
Desconfie principalmente quando a mensagem mistura três ingredientes:
urgência + benefício ou ameaça + link.
“Última oportunidade”, “conta será bloqueada”, “pague hoje”, “resgate agora” e “evite o cancelamento” são frases feitas para acelerar uma decisão.
Quanto maior a pressão para agir imediatamente, maior deve ser a cautela.
6. O golpe do código de seis dígitos
Imagine que alguém entra em contato dizendo representar uma empresa, loja ou plataforma.
Durante a conversa, afirma:
“Enviamos um código por SMS. Pode me informar para confirmar seu cadastro?”
Esse código pode ser justamente o código utilizado para registrar sua conta do WhatsApp em outro aparelho.
O próprio WhatsApp orienta os usuários a nunca compartilharem o código de registro de seis dígitos ou a senha de verificação com outras pessoas.
Como evitar
A regra é curta:
Código recebido por SMS é seu.
Não envie códigos de autenticação para desconhecidos, empresas, vendedores ou supostos atendentes.
Também vale ativar as opções adicionais de proteção oferecidas pelo WhatsApp, incluindo a verificação em duas etapas e um endereço de e-mail para recuperação.
7. Pix, boleto ou QR Code falso: confira antes de confirmar
Nem todo golpe precisa roubar sua senha.
Às vezes, basta convencer você a pagar voluntariamente para a pessoa errada.
O criminoso pode enviar uma cobrança falsa, alterar dados de pagamento ou apresentar um QR Code que direciona o dinheiro para outra conta.
Por isso, a tela final do pagamento merece tanta atenção quanto a própria mensagem.
Antes de pagar
Confira o nome do destinatário apresentado pelo banco, o valor e a instituição financeira.
Se a cobrança veio de uma empresa, entre no aplicativo ou site oficial da empresa por conta própria para verificar se a dívida realmente existe.
Um QR Code não deve ganhar confiança só porque chegou acompanhado de uma mensagem convincente.
O detalhe que une quase todos esses golpes
Apesar das diferenças, grande parte dessas fraudes utiliza o mesmo combustível psicológico: fazer a vítima agir antes de pensar.
“Faça o Pix agora.”
“Seu cartão será bloqueado.”
“Seu filho precisa de ajuda.”
“Última oportunidade.”
“Encomenda será devolvida.”
A tecnologia muda. O roteiro emocional permanece parecido.
Quando uma mensagem inesperada envolver dinheiro, senha, código de segurança ou informações pessoais, interromper a conversa por alguns minutos pode ser exatamente o que impede o golpe.
Caiu em um golpe? Agir rápido pode fazer diferença
Se houve transferência ou exposição de dados bancários, entre imediatamente em contato com o banco pelos canais oficiais. O Banco Central também recomenda registrar um boletim de ocorrência. Fonte: Banco Central do Brasil
No caso de Pix fraudulento, a vítima deve comunicar rapidamente a instituição financeira para que o caso possa ser analisado e, quando aplicável, seja acionado o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Fonte: Banco Central do Brasil
Se você apenas clicou em um link suspeito, o Ministério da Justiça recomenda interromper o contato, não abrir novos links, verificar possíveis transações não reconhecidas e procurar os bancos pelos canais oficiais. Fonte:Serviços e Informações do Brasil
Se perdeu o acesso ao WhatsApp, a plataforma informa que é possível tentar recuperar a conta registrando novamente o número e inserindo o código de seis dígitos recebido por SMS ou ligação. Isso encerra as outras sessões vinculadas à conta. Fonte: WhatsApp Help Center
Um minuto de desconfiança pode proteger seu dinheiro
Os golpes digitais estão ficando mais convincentes, mas existe uma defesa surpreendentemente simples: não tomar decisões financeiras dentro da mesma conversa em que surgiu a urgência.
Recebeu um pedido estranho de um familiar? Ligue para ele.
O banco entrou em contato? Abra o aplicativo oficial.
A transportadora cobrou uma taxa? Consulte o rastreamento diretamente.
Recebeu um código? Não compartilhe.
E se alguém disser que precisa do dinheiro “agora”, transforme o agora em alguns minutos de verificação.
No WhatsApp, essa pequena pausa pode separar uma mensagem comum de um prejuízo real.
Compartilhar
Gostou desta notícia?
Inscreva-se para receber as próximas publicações do GoolbeNews diretamente no seu email.
Reforma tributária abre caminho para a cobrança de um novo imposto sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Governo já definiu as primeiras alíquotas, mas será que o brasileiro vai pagar mais caro? Entenda o que muda e quando as novas regras começam a valer.
Aos 41 anos, CR7 encerra uma das maiores trajetórias da história do futebol internacional, com 146 gols, 234 partidas e três títulos por Portugal. Decisão acontece após meses de tensão com o treinador Jorge Jesus e marca o fim de um capítulo inesquecível para os portugueses.
Após manifestações pela habitação em Lisboa e no Porto, Governo português admite cancelar autorizações de residência em situações que coloquem em risco a ordem pública. Mas participar de protestos pacíficos não é motivo para expulsão. Entenda o que diz a legislação e quais são os direitos dos estrangeiros.
Com o custo de vida pressionando as famílias e protestos por moradia nas ruas, deputados começam a discutir o Orçamento do Estado para 2027. Veja o que pode mudar no salário, no IRS, nas pensões e no acesso à habitação.
Presidente conquista 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL, e reverte a desvantagem do primeiro turno. Veja os números oficiais, onde cada candidato recebeu mais apoio e os desafios que aguardam o Brasil a partir de 2027.
7 golpes que podem chegar ao seu WhatsApp e como não cair neles | GoolbeNews